quarta-feira, 25 de maio de 2011

O anjo que tem nome de santa.

Então; fiquei revirando a noite toda e imaginando o tipo de postagem que faria hoje para um dos seres mais importantes da minha vida,fiquei lembrando de tudo que ja passamos e de tudo que fomos,somos e seremos uma para a outra;somos aquela especie de pessoas que mais se querem bem,que tem um tipo de amor difícil de explicar sabe,aquele que você daria sua vida para salvar ? ta bom ta bom,eu sei a gente briga,chinga,estrapola, mais me diga quem você mais perdou e eu direi quem você mais amou.!
Hoje é o aniversário dela,da criatura mais linda que eu conheço,dos cabelos loiros,dos olhos castanhos,da pele branca,Ah! sem falar no sorriso,o mais lindo que ja vi,que quando se abre ilumina o dia de muitos e principalmente o meu,ela é o nosso milagre,não só meu mais de toda a família,a nossa guerreira vencedora,que mesmo na barriga da mamãe venceu e veio ao mundo para nos encher de alegrias e orgulho.
 E a personalidade? de um furacão,tem sempre uma resposta e um argumento na ponta da lingua,fazendo Jus ao seu curso da faculdade,estressada que só conhecendo pra saber, Determinada,persistente, completamente razão,dividi e reparti os sentimentos como pastas de um arquivo,dando prioridade aos que não vão lhe arrancar lágrimas,completamente racional ,o meu oposto claro,pois eu sou a emoção em pessoa.
Digo que ela é um anjo com nome de santa,pois  Santa Edviges sempre a guiou desde a barriga da mamãe,e anjo pois ela é o meu,Ta que Deus mandou ela só 2 anos e 2 dias depois de mim,mais ela é aquela que mostra os caminhos certos,que me aconselha,que dá bronca,que fala brava '' a Jéssica para de drama né'' com aquela ruginha entre as sobrancelhas,e que quando quer carinho diz ''kekinha linda da um abraço na Vivi''; eu sinceramente não consigo imaginar o que seria da minha vida sem ela, agradeço todos os dias a Deus por ter me mandado uma amiga em forma de irmã,para dividirmos tudo inclusive o DNA...
então hoje só quero desejar a minha anja-guardiã,muita responsabilidade com seus 18 anos e que você continue sendo essa pessoa maravilhosa,mantenha todos os seus defeitos e qualidades ,pois são esses que te fazem ser a minha ''Edviges,Vivige,Viges,Kiki,Little'.


Se eu tentasse definir quão especial tu és pra mim,palavras não teriam fim(...) Definir o amor não dá,então direi apenas OBRIGADO e sei que entenderás.!

terça-feira, 17 de maio de 2011

A primeira vez.



Você sempre me disse que sua maior mágoa era eu nunca ter escrito um texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa.
Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado.
Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu também, depois, eu dormir meio chorando porque é impossível abraçar sequer alguém, o que dirá o mundo.
Outro dia eu encontrei um diário meu, de 99, e lá estava escrito “hoje eu larguei meu namorado sentado e dancei com ele no baile de formatura”. Ele, no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para você, eu por diversas vezes larguei vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado.
Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas “bailarina”. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a bobinha da classe. Mas eu gostava de você porque você tinha pintas e eu achava isso super sexy. E eu me achei ridícula na foto mas senti uma coisa linda por dentro do peito.
Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da classe e sim uma estagiária metida a esperta que só namorava figurões (uns babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que aquela vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. Você saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo.
Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do Vinícius de Morais. Ou quando me deu aquele com historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, já de saco cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me deu aquele cartão postal da Amazônia com um tigre enrabando uma onça.
Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim”.
Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios fazia isso com você mesmo. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo.
Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso.
Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim.
Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você.
Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida cheia de coisas que não são ela. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você deixou eu te olhar, mesmo você não gostando de mim.
E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.

Tati Bernardi